domingo, 20 de novembro de 2011

Origem do sinal arroba


De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação.

A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.

Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.

O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba’a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.

No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.

O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».

Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.

Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos… o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.

Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas. Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.


domingo, 30 de outubro de 2011

Os brinquedos perigosos das crianças de antigamente

Veja exemplos do que não dar de presente a seu filho. Ou coisas com as quais seu pai se divertiu no passado.

Quando encontramos peças muito pequenas que se soltam ou tinta tóxica, em brinquedos é um verdadeiro escândalo na mídia. Logo a fabricante faz recall, sofre processos e corrige os erros. Mas nem sempre foi assim. No passado, alguns brinquedos eram verdadeiras armas. O site Cracked fez uma lista dos mais perigosos: 


Soprar vidro 

Aparentemente era divertido soprar um tubo de vidro fundido até que ele tomasse forma. Para os jovens americanos de 50 anos atrás era útil ter essa habilidade para que fizessem seus próprios tubos usados nas aulas de química. Mesmo assim, a brincadeira do Gilbert Glass Blowing é um tanto perigosa para ser feita por pessoas sem treino, é que o vidro deve ser muito aquecido para chegar ao ponto maleável.




Moldar chumbo 

A mesma empresa que dava vidro quente para crianças moldarem com a boca, tem o Gilbert Kaster Kit, um equipamento para fazer soldados e armas de chumbo. Se o vidro precisa ficar muito quente para fundir, imagine o chumbo. Segundo o site Cracked, o brinquedo foi comercializado entre os anos 1920 e 1930. 



Locomotiva de verdade 

Só em 1843 a empresa Stevens criou a primeira locomotiva que se movia sozinha. Mas nada de pilhas nessa época. O combustível era querosene ou álcool que deveria ser acendido e deixava um rasto pelo chão.




Ferramentas de verdade 

O Powermite Working Tools é uma caixa de ferramentas para crianças, mas os objectos não são de plástico ou borracha. É tudo de metal mesmo, só o tamanho é menor, afinal, as crianças são menores. Berbequim e serra podem ser usadas normalmente.




Fogão e ferro de passar 

Outra vez, nada de plástico. O fogãozinho, da década de 1930, aquece de verdade, só deveria ser difícil cozinhar alguma coisa de verdade. O ferro eléctrico em miniatura é perfeito para passar roupinhas de bonecas, a propaganda diz que as meninas poderão ajudar a mãe com as tarefas de casa.



Química 

O jogo de química da Gilbert, a mesma empresa do vidro e chumbo fundidos, poderia ser mais um educativo comum, mas continha 56 produtos químicos. Alguns deles bem perigosos. O permanganato de potássio, além de tóxico, pode provocar explosões, por exemplo. O kit vinha até com instruções para fazer uma bomba. O brinquedo fez sucesso na década de 1920, mas acabou por entrar em declínio nos anos 60.



Arma 

A Autstin Magic Pistol, lançada nos anos 50, conta com a ajuda de produtos químicos que, em combinação com água – ou saliva – , provocam uma explosão e lança a bola para seu oponente, quer dizer, amiguinho. Veja:




Laboratório de Energia Atómica 

O pior ficou para o final. Na década de 1950, a energia nuclear era bem vista pela maioria das pessoas, mas nada justifica dar urânio radioactivo como presente de natal. O kit, feito pelo Clube Americano de Ciência Básica, continha urânio e rádio, ambos radioactivos.



Fim alternativo do "Regresso do Jedi" / "Return of the Jedi" alternate ending

domingo, 16 de outubro de 2011

How to Make a Origami Paper Cube (6 pieces)

Os 10 Países... com mais Internautas


Segundo o site ComScore, foram listados os países abaixos como os 10 com mais usuários acessando a Internet.

1º. China: 179,7 milhões de internautas
2º. Estados Unidos: 163,3 milhões
3º. Japão: 60 milhões
4º. Alemanha: 37 milhões
5º. Reino Unido: 36,7 milhões
6º. França: 34 milhões
7º. Índia: 32,1 milhões
8º. Rússia: 29 milhões
9º. Brasil: 27,7 milhões
10º. Coréia do Sul: 27,3 milhões

fonte: DJ PUTO_P

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

How to make a homemade anti gravity toy

Novo Android de 4,3 polegadas custa menos de 200 euros


Um ecrã de 4,3 polegadas e a mais recente versão do Android são dois principais argumentos do mais recente smartphone de marca própria da Optimus, que começa hoje a chegar às lojas nacionais.

Outro dos pontos fortes será, sem dúvida, o preço, se pensarmos que estamos a falar de um modelo que será comercializado por 199,90 euros. Na loja online custa menos 10 euros.

O equipamento chama-se Optimus Monte Carlo Android e, como deixa adivinhar o empenho colocado no tamanho do ecrã (maior que o do iPhone, por exemplo), encontra-se especialmente vocacionado para as experiências multimédia.

Para além de generoso, o ecrã tátil é capacitivo e multitoque - como seria de esperar.

Equipado com o Android 2.3 Gingerbread, integra um processador de 800 Mhz e assegura conectividade 3,5G, Wi-Fi e Bluetooth.

A câmara integrada é de 5 megapixéis, tem autofócus e vem acompanhada de flash LED. Entre as restantes características contam-se ainda os habituais A-GPS, bússola digital e acelerómetro. 

fonte: Tek

Android in Space - Nexus S on Space Shuttle Atlantis

domingo, 28 de agosto de 2011

Dezesseis coisas que não deve colocar no micro-ondas

Sabonete, uvas, baterias, bolas de ping pong, CD, provocam fogo, explosões ou apenas efeitos engraçados

O YouTube é um prato cheio para se ver experiências bizarras no micro-ondas. Veja as experiências abaixo, mas sempre vale aquele velho aviso: não tente isso em casa.

Sabonete


Uvas


Ovos


Baterias



Bolas de Ping Pong


CD´s


Marshmallow


Sacos de batatas fritas


Marcadores flurescentes


Lâmpadas


Folha de Alumínio


Pasta de dentes


Lata de spray


Gomas


Garrafas


Balão com leite